Corra para se divertir

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quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Correr ou sair correndo? Entenda a diferença

Caro amigo corredor, venho por meio deste artigo mostrar que a corrida não é simplesmente colocar um par de tênis e sair correndo como muitos pensam, existe um mar de ciências envolvidas. Vem com a gente descobrir...



Especialistas descrevem as ciências envolvidas na corrida e explicam a diferença entre correr e simplesmente “sair correndo”.

Versátil, dinâmica, desafiadora, emocionante e muitos outros adjetivos podem ser aplicados à prática de corrida. O esporte tem conquistado cada vez mais adeptos, embora nem todos os corredores procurem a orientação profissional adequada para dar início à prática da atividade física, podendo colocar a saúde em risco. Além disso, sem técnica, a pessoa não corre, mas “sai correndo”, como brincam os especialistas.

O técnico DPACE, Fabiano Pezzi, gestor da assessoria esportiva Go Runners, de Natal (RN), conta que percebe que as pessoas mais saem correndo o que correm, “pois correr com planejamento bem estabelecido requer trabalho e nem todos estão dispostos a isso”. Ele explica que, em muitos casos, o ato de sair correndo se dá pela falta de condições de investir na orientação de um profissional qualificado e a grande diferença entre correr e sair correndo se dá pela qualificação e paciência do orientador, já que “o treinamento engloba algumas variáveis que poucos se aprofundam: análise do movimento, fortalecimento muscular, métodos de treino de corrida, flexibilidade e o principal no meu cotidiano, a psicologia”.


Correr não é sair correndo


Luiz Fernando Bernardi é técnico responsável pela assessoria esportiva Find Yourself e também do Palmeiras, ambos na capital paulista, e conta que atualmente há cinco milhões de pessoas praticando a corrida no Brasil. Muita gente se sente apta a correr e pensa que é autossuficiente para praticar a atividade física e, por isso, “saem correndo”. “Correr significa buscar um hobby ou uma atividade física orientada. Sair correndo é não ter orientação”, explica. Ele conta ainda que as pessoas saem correndo atrás de ônibus ou fugindo de cão bravo, porque pra ter objetivo, precisa de critério e orientação. Por ser algo natural do ser humano, as pessoas muitas vezes esquecem que é preciso aprender a correr corretamente, com equilíbrio, postura e respiração adequadas, coisa que apenas um profissional habilitado é capaz de ensinar.

Christiano Marques é treinador DPACE e sócio-proprietário da Markes Running+ e diz que as pessoas estão mais preocupadas em se cuidar e correr da forma correta, mas o “sair correndo” ainda está à frente do “correr”. “É preciso saber que existe uma técnica envolvida, posicionamento da postura em geral, respiração, mas é importante destacar que uma pessoa que colocou um short, preparou a playlist e até mesmo o frequencímetro e não se preocupou em fazer um aquecimento, se preparar para aquele treino ou prova, também vai sair correndo e não correr”, salienta.

Pezzi conta que solicita três cuidados iniciais aos seus clientes: respiração sob controle, variável que um relógio frequencímetro pode auxiliar, olhos pra frente ao invés de para o chão e braços ao lado do corpo e não cruzado sobre o tronco. “A partir destes, e não distantes ou menos importantes, obviamente é que me preocuparei com joelhos e tornozelos. Se a pessoa perceber esses três itens, pode mensurar se está correndo ou se sai correndo.”

É científico


São muitas as ciências envolvidas num treinamento de corrida. Podemos citar:

- Treinamento desportivo: que são os princípios para a aplicação de um treinamento para o aluno;

- Fisiologia do exercício: para entender o organismo do praticante e as respostas que ela vai ter com a atividade física;

- Ciência do esporte: como a corrida se desenvolveu e seus benefícios;

- Marketing esportivo: pro profissional poder divulgar o seu trabalho e o resultado dos seus alunos;

- Biomecânica e cinesiologia;

- Psicologia, entre outras.


“Lidar diariamente com os desejos e sonhos, muitas vezes fora do real e do seguro, requer muito da percepção do profissional em relação ao comportamento dos clientes. O profissional deve ser o ‘eco’ do cliente de forma a preservá-lo das lesões e, ao mesmo tempo, não desanimá-lo com as ‘privações’. Não é fácil, mas é desafiador”, explica Pezzi. Bernardi concorda e destaca que o aluno leva para a prática os seus sentimentos: “só de olhar ele correndo a gente sabe se está feliz ou não, se é brincalhão, competitivo. O que a gente passa acaba refletindo no exercício”.

Fonte: Portal da Educação Física.