Corra para se divertir

Corra para se divertir

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Hidratação com água muito gelada pode contribuir para quebras

Temperatura correta da água ou isotônico podem sim alterar rendimento na corrida


A água é um dos elementos mais essenciais para qualquer atividade que o nosso corpo realiza. Para respirar, por exemplo, nosso organismo consome diariamente cerca de 100 mililitros desse líquido.
Para quem pratica atividades físicas, como no caso de corredores e triatletas, essa relação pode ser ainda maior, principalmente durante treinos e competições. Além disso, quando o corpo realiza alguma contração muscular, como a impulsão para um sprint final, energia térmica é gerada, aumentando a temperatura corporal. E outra função da água é de ajudar a termorregulação corporal.
Para entender melhor como a água funciona em nosso organismo, preparamos um infográfico mostrando que nem sempre água gelada traz benefícios para quem está correndo.
A importância da hidratação- Veja como a água reage no nosso organismo.


Água gelada é sinal de perigo- Mesmo sendo refrescante, a água gelada nem sempre é benéfica durante a prática do exercício físico.


Os perigos da água quente- Ingerir água ou isotônicos quentes pode causar uma quebra inesperada.


 Fonte Webrun 2013.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Atletas vegetarianos, beneficios e cuidados!

Carência de vitamina B12 é um dos principais problemas para quem pratica atividade física e segue dieta sem proteína animal.


As preocupações com a saúde, o meio ambiente e os animais, são alguns dos motivos que levam algumas pessoas a optarem pelo vegetarianismo como um estilo de vida e de alimentação. O corte do consumo de proteínas de origem animal é a principal característica deste tipo de dieta, que pode ser adotada por qualquer pessoa, incluindo atletas de alta performance.

Entretanto, cuidados especiais devem ser adotados, como acompanhamento profissional por médicos nutrólogos, nutricionistas etc, para evitar a deficiência de nutrientes, o que pode colocar em risco a saúde e o desempenho do praticante de atividade física.


Nomes renomados do esporte, como Éder Jofre, Dave Scott, Martina Navratilova, Ed Templeton, Carl Lewis, entre outros, figuram no rol de atletas vegetarianos que deixaram de consumir proteína animal e continuaram, apesar da nova dieta, apresentando boas performances. O que mostra que o importante é a alimentação ser balanceada.
Vegetariano x vegano
A nutróloga Ana Luisa Vilela explica que o vegetarianismo se divide em várias tendências: a lacto-ovo-vegetariana inclui o consumo de ovos e laticínios; a macrobiótica permite o consumo de peixes, com base em conceitos espirituais ou filosóficos; a crudivorista aceita apenas alimentos crus; a dieta naturalista ou vegana proíbe todo alimento e derivado de procedência animal, mesmo que industrializado; a frutariana se restringe apenas a frutas e sementes cruas; entre outras.

O nutricionista Fauler Tramontina afirma que a dieta vegetariana pode, de fato, melhorar a qualidade de vida e promover maior sensação de bem estar, porém ressalva que “poucos alimentos teriam a capacidade de fornecer nutrientes com alto valor biológico (AVB) como os de origem animal”. Como exemplo, ele cita as proteínas de soja e de quinua, mas alerta para a dificuldade de incluir esses alimentos em todas as refeições.
Riscos x benefícios
Com baixos teores de gordura e colesterol, porém rica em fibras e frutas, a dieta vegetariana é excelente para reduzir o risco de doenças cardíacas e de obesidade. Sem orientação adequada, entretanto, pode ser prejudicial ao organismo. “Não basta apenas excluir os alimentos de origem animal. Cerca de 45 nutrientes essenciais ao organismo diariamente têm como principal fonte carnes, ovos, leites e seus derivados. Por isso, as principais deficiências que os adeptos podem apresentar são de cálcio, proteínas e vitamina B12”, explica Ana Luisa, que ressalta que quem opta por esse estilo de vida precisa caprichar na ingestão de leguminosas e vegetais em diversas combinações, além de alimentos ricos em vitamina C, para favorecer a absorção de nutrientes.
Atleta também pode?
Apesar de ser mais restritiva, a dieta vegetariana - e até mesmo a vegana – pode, sim, ser adotada por atletas de alto nível.
A ingestão calórica dos praticantes de atividade física deve ser alta e composta por alimentos saudáveis, que apresentem baixo teor de gordura e quantidades adequadas de proteínas, vitaminas e minerais. A dieta deve incluir alimentos ricos em proteínas, como leguminosas, e em aminoácidos essenciais, como quinua e amaranto, para ajudar na recuperação pós-treino. “O maior problema de atletas veganos é a deficiência da vitamina B12 que, quase sempre, precisa ser suplementada.”
Bodybuilding
Atletas que optam pelo vegetarianismo precisam complementar a dieta com suplementos, de forma a garantir o desempenho. O rendimento dos vegetarianos pode ser excelente. Temos por exemplo os atletas de corrida, que consomem mais frutas em geral, cereais (arroz integral, quinua e amaranto), leguminosas (feijão, lentilha, soja e grão-de-bico) e raízes (mandioca, inhame e batata doce). Ou seja: carboidratos de fontes de terra, deixando de lado massas e farinhas brancas

A dieta de quem quer seguir o vegetarianismo deve conter vitaminas, proteínas, carboidratos e gorduras de forma balanceada, sendo regularmente acompanhada por nutrólogos e nutricionistas. A rotina desse atleta deve se basear em três pilares básicos: nutrição, treinamento e descanso.

Os praticantes de atividade física - atletas ou não - que desejam se tornar vegetarianos ou veganos, devem se adequar aos poucos à nova dieta.Os primeiros dias são bem cruciais. O ideal é retirar os alimentos aos poucos, alternando com aqueles de origem vegetal que terão a mesma função do alimento de origem animal. Cometer excessos para “compensar” a substituição de proteínas, por exemplo, também não é indicado. É importante ainda ressaltar que a necessidade diária de nutrientes varia de acordo com sexo, idade, estilo de vida e orientação profissional.




Por Jornalismo Portal EF


quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Você sabe qual o padrão de movimento apropriado para a corrida?

Padrão  ideal  de  corrida  existe,  gera  menor  sobrecarga  e  previne  lesões!


Apesar de cada pessoa ter sua maneira de se mover, há uma forma certa de correr, que melhora a performance sem prejudicar os músculos e articulações

Aterrissagem certa do pé é crucial

Existe uma maneira ideal de correr? Mesmo considerando que cada pessoa tem seu modo particular de se mover, a resposta para essa pergunta é ‘sim’! O padrão ideal de corrida gera menor sobrecarga sobre os músculos e articulações, previne lesões e melhora a performance. Ele tem alguns pontos importantes que, se presentes dentro das suas características particulares de movimento, vão gerar uma corrida eficiente e saudável:
- Aterrissagem próxima ao centro de gravidade: o pé, quando vai tocar o chão, deve estar perto do tronco e não muito afastado para frente. Quando o pé aterrissa próximo ao nosso centro de gravidade - um ponto na região lombar, aproximadamente -, o braço de alavanca da força gravitacional sobre as articulações é menor. Traduzindo: os músculos precisam fazer menos força para manter o corpo em pé, e a sobrecarga - compressão, desgaste - sobre as articulações é menor;
- Aterrissagem com o médio pé: aterrissar tocando primeiramente o calcanhar no chão gera um pico de impacto brusco sobre o corpo. Quando se aterrissa batendo primeiro o meio do pé no chão, e não o calcanhar, esse pico de impacto é atenuado, o que diminui os riscos de lesão - como, por exemplo, as fraturas por stress. Isto acontece porque os próprios músculos do corpo agem mais para absorver o impacto, poupando as articulações e ossos. Este padrão de pisada, associado à aterrissagem do pé próxima ao tronco, proporciona uma corrida com menores forças que freiam o corpo, e os músculos trabalham de uma maneira mais eficiente;
- Poucos movimentos de rotação e lateralização: pegando o joelho como exemplo, seu principal movimento durante a corrida é o de flexão e extensão. Se nele ocorrer uma rotação exagerada, ou uma grande inclinação para o lado - “cair” para dentro é o mais comum -, as chances de lesão aumentam. Esta importância do alinhamento pode ser extrapolada para todas as articulações.

Contato do pé com o solo e movimento do joelho devem ser observados na corrida


- Economia de energia: todos os pontos citados acima já proporcionam economia de energia para o corpo, o que pode ser convertido em melhor desempenho. Além disso, é importante manter uma postura alta e não “pular” durante a corrida. A postura alta facilitará a execução dos movimentos adequadamente, e deslocamentos verticais exagerados só geram desperdício de energia e aumentam o impacto do corpo com o solo.
Este é o padrão de corrida observado nos melhores atletas profissionais, mas é acessível a todos com um bom treinamento. Ele é a chave para potencializar seus treinos, prevenir e tratar lesões.

Raquel Castanharo Jundiaí, SP e Zonaalvo Assessoria Esportiva Fortaleza, Ce.







sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Saiba o que é e como treinar para fazer split negativo em maratonas!


Imagine você correndo uma prova de 42.195 metros, aumentando o ritmo no final e ultrapassando um monte de gente! Se você acha isto impossível ou muito difícil, saiba que oito entre os dez dos melhores tempos do mundo na maratona foram obtidos com a segunda metade da prova (meia maratona) sendo corrida em ritmo mais forte do que a primeira. Damos a isso o nome de split negativo.
Tudo começou quando Ronaldo da Costa bateu o recorde mundial na Maratona de Berlim em 1998, passando a primeira metade em 1h04min42 e a segunda em incríveis 1h01min43, fechando a prova em 2h06min05. Da era Ronaldo da Costa em diante, parece que os atletas perderam o medo de correr forte na maratona e adotaram esta estratégia de fazer o trecho final da prova em ritmo mais forte. Tanto que, dos últimos cinco recordes mundiais masculinos, quatro foram obtidos desta forma.
Para nós amadores, acredito que conseguir este feito é ainda mais difícil, já que no caso dos atletas profissionais, a disputa por premiações e pódios acaba incentivando uma escapada em partes finais da prova, forçando este aumento do ritmo. Mas é possível sim e muitos amadores já conseguiram.
Como fazer seu split negativo- A primeira dica para que isso seja possível é treinar muito bem, sempre conciliando bom volume e intensidade. Com pouco volume de treino e sem treinos de intensidade, o ritmo do corredor sempre tende a cair no final de prova.
A segunda dica é acrescentar em seu programa de treinamento um ritmo mais forte no final da corrida, sobretudo treinos longos e intervalados em ritmo progressivo. Se você correr o começo do treino sempre em ritmo mais forte e diminuir no final, dificilmente vai conseguir o tão sonhado split negativo. O ideal é aumentar a intensidade no final dos treinos.
A terceira dica é cuidar muito bem da hidratação e ingerir gel de carboidratos na medida certa no dia da prova, para que não falte gás no final – do contrário, sobre.
A quarta e última é correr a primeira parte da prova com paciência, de forma mai conservadora ou controlada, mesmo que você sinta que está sobrando. Assim, guarda reservas para aumentar o ritmo no final.
Acho esta à parte mais difícil, sobretudo aos menos experientes e aos que são mais velozes em distâncias menores. Mas como diria o sábio treinador da Nova Zelândia, Arthur Lydiard, “na maratona se deve correr a primeira parte da prova com a frieza de um cientista e a segunda parte com a emoção de um artista”.



Passagens de meia maratona das dez melhores marcas do mundo na maratona masculina:
· 1º Patrick Makau - Berlim 2011- 1h01min45 + 1h01min53 = 2h03min38 WR
· 2º Wilson Kipsang Kiprotich - Frankfurt 2011- 1h01min40 + 1h02min02 = 2h03min42 PB
· 3º Haile Gebrselassie - Berlim 2008 - 1h02min05 + 1h01min54 = 2h03min59 WR
· 4º Geoffrey Mutai - Berlim 2012 - 1h02min12 + 1h02min03 = 2h04min15 PB
· 5º Dennis Kipruto Kimetto - Berlim 2012 - 1h02min12 + 1h02min04 = 2h04min16 PB
· 6º Ayele Abshero - Dubai 2012- 1h02min22 + 1h02min01 = 2h04min23 PB
· 7º Haile Gebrselassie - Berlim - 2007- 1h02min29 + 1h01min57 = 2h04min26 WR
· 8º Duncan Kibet - Roterdã 2009 - 1h02min35 + 1h01min52 = 2h04min27 PB
· 9º James Kwambai - Roterdã 2009 - 1h02min36 + 1h01min51 = 2h04min27 PB
· 10º Tsegaye Kebed - Chicago 2012 - 1h02min55 + 1h01min43 = 2h04min38 PB

Legenda: WR= World Record (recorde mundial) e PB= Personal Best (recorde pessoal)



Fonte: Webrun

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Viciado em corrida eu?

A corrida faz bem para a cabeça e para o corpo. Mas tem gente que perde a medida e se torna refém desse prazer. 


Robert Kraft estava irritado e ouviu de um amigo o conselho: "Vá dar uma corridinha que você vai se sentir melhor". Robert saiu de casa, correu 13 km sem parar e a sensação boa que invadiu seu corpo fez com que ele quisesse repetir a dose. Era dia 1º de janeiro de 1975 e, desde então, o compositor americano corre a mesma distância, no mesmo percurso, todos os dias. Por causa desse fanatismo diário, ele se transformou em protagonista de um documentário sobre corredores obsessivos. Tanta dedicação extrapolou o limite do que é considerado saudável, tanto física como emocionalmente. Robert só queria sentir-se bem — e acabou viciado.
Nesse mesmo time estão tantos outros esportistas que dedicam boa parte da vida à corrida e dependem dela para se sentir bem. Ainda não há pesquisas que quantifiquem esse grupo, e uma das justificativas para isso é simples: nenhum corredor obcecado pelo esporte se qualifica dessa maneira. "O fato de estarem praticando algo saudável serve como desculpa para o excesso de dedicação. Normalmente são apaixonados pela corrida, mas, em vez de dominá-la, são dominados por ela. É uma escravidão silenciosa", diz Pérsio Ribeiro de Deus, corredor, médico psiquiatra da Unifesp e pesquisador em neurociência.
Essa dedicação excessiva à atividade física reflete uma dependência comportamental, muito semelhante à do jogo e do sexo, por exemplo. Essa dependência também está relacionada a uma questão química, por meio de substâncias associadas ao prazer, como a endorfina e a dopamina. "Há uma predisposição genética para esse tipo de obsessão", explica o neurologista Roberto Hirsch, doutor pela Faculdade de Medicina da USP e membro da Academia Brasileira de Neurologia.

Viciado, eu?

 Como a prática de exercícios produz benefícios para a saúde física e mental, esse comportamento de dependência da corrida que ultrapassa o recomendável é socialmente mais aceito. Mas como identificar esse limite? "Quando surge um prejuízo social, físico ou psicológico. A pessoa abre mão de outras atividades por não conseguir ver prazer em nada além da corrida", afirma a psiquiatra Mara Maranhão, do Núcleo de Medicina Psicossomática e Psiquiatria do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Sobre esse comportamento monotemático, Roberto Hirsch completa: "A obsessão é um estreitamento de caminhos. A pessoa vê apenas um deles no leque de opções". Então a corrida passa ser a única forma de lazer e de socialização e o único assunto de interesse de quem perde esse limite.
Mas qual é a diferença entre amar o esporte e virar refém dele? Há uma parcela de atletas que apenas gosta muito de correr e se dedica a isso. A flexibilidade e a forma de lidar com os outros setores da vida é que indicam quando a situação passou do limite considerado "amor ao esporte". Se você está na dúvida, preocupe- se com a opinião de pessoas próximas, perceba o quanto você adapta uma rotina de treino em situações atípicas, como um aniversário ou reunião importante. Quando o assunto é comportamento, fica muito difícil ter uma imagem clara e fiel de como você realmente é. Sob o olhar dos outros, isso é mais fácil.

 

 E aí, descobriu?


Por Daniela Hirsch | Fotos Renato Pizzutto | Ilustrações Tainá Tamashiro

 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Alguns mitos sobre a corrida... Não dê atenção á tudo que você ver por aí sem fundamento

Nem tudo o que você ouve sobre os treinamentos é verdade. Saiba ponderar

 

Você já deve ter recebido vários conselhos na hora de correr, como usar agasalho para ajudar a perder peso mais rápido ou desistir dos treinos por causa da flacidez causada à pele. Alguns, como esse último, até exagerados. É capaz de ter feito o que foi dito por um amigo de pista, mas tome cuidado.
Se ele não for um treinador especializado, você corre o risco de cair em algumas ciladas. Poré, não é porque algo deu certo com uma pessoa que obrigatoriamente terá o mesmo efeito em você. "Escutar quem já conhece é bom para ter parâmetros, mas suas dúvidas devem ser tiradas com treinador. Ele é preparado para lidar com essas situações", aconselha Fernando Pereira, treinador e personal trainer da Wellness Assessoria Esportiva. 

Alguns mitos são causados pela vaidade e preocupação com a estética, outros pela necessidade de aumentar o nível de desempenho. Algumas pessoas levam isso às última consequências, inventando problemas e espalhando como se fosse uma verdade absoluta, deixando os amigos em pânico. Listamos alguns mitos mais comuns nas rodinhas pós-treino. Fique ligado. 

1 – Correr causa flacidez: Isso é mito, pois a flacidez é causada pela perda de substâncias da pele, principalmente pela derme. A corrida é uma atividade praticada ao ar livre e exposta ao sol, por isso, com o passar do tempo, pode causar alguns danos à pele. Mas, para evitar isso, basta se proteger dos raios UV usando protetores adequados que agem no combate aos danos causados pela exposição ao sol.

2 – Correr causa envelhecimento precoce: Não é verdade. Porque, sem exageros, nenhuma atividade física resulta em envelhecimento precoce. Pelo contrário, uma alimentação equilibrada, o uso correto do protetor solar e treinos em horários adequados ajudam a retardar os efeitos do tempo. Sem falar, que ter um hábito saudável traz benefícios que deixam os sinais de envelhecimento cada vez mais distantes.

3 – Para condicionar mais rápido, é preciso correr todo dia: Esqueça. Saiba que o descanso é fundamental no processo de condicionamento físico. Uma rotina de treinos diários pode causar uma sobrecarga na musculatura e resultar em lesões musculares, que irão interromper sua rotina de treinos, retardando a melhora do seu desempenho.

4 – Não comer acelera o emagrecimento: Essa técnica é um procedimento totalmente errado. Pois, ficar sem comer não tem nenhum ponto favorável, pode diminuir seu metabolismo e dificulta a tão desejada perda de peso. Além disso, após passar um tempo sem comer, é comum notar que o indivíduo se alimenta mais do que o necessário, causando uma compulsão alimentar. Para ter uma boa dieta é preciso comer fracionadamente e na quantidade certa.

5 – Correr agasalhado ajuda a perder peso: Não. Essa é uma das práticas mais erradas e perigosas que algumas pessoas cometem na corrida. Muitos já ouviram histórias de quem correu agasalhado e diz que perdeu peso. Pois bem, realmente se você correr agasalhado e pesar-se em seguida, verá uma diferença de peso, mas trata-se de um princípio de desidratação, ou seja, você “perde” líquido, fazendo com que sua massa corporal diminua e isso não é saudável.

6 – As cãibras ocorrem sempre por falta de potássio: Não é só por falta de potássio que ocorrem as cãibras e sim, também, por outras substâncias que estão envolvidas no processo, bem como o nível de condicionamento do atleta e influências patológicas. Assim, a falta dele até pode, em alguns casos, ser a causa, mas essa relação nem sempre é verdadeira.

7 – A corrida prejudica seu sistema esquelético: A corrida não traz prejuízos ao sistema esquelético se o atleta estiver dentro do seu peso e com tênis adequado. Mesmo porque, hoje já se sabe que o impacto produzido pela atividade ajuda na deposição de cálcio nos ossos, fortalecendo-os. Portanto, fique atento ao seu tipo de pisada, para saber qual calçado é o mais adequado.

8 – Correr carregando pesos ajuda a condicionar: Nunca, pois cada coisa tem o seu tempo e os pesos desequilibram o corpo, fazendo com que você corra com a postura errada. O certo é fazer um fortalecimento muscular, deixando especificados os dias para corrida e os dias em que o exercício de fortalecimento é necessário. Não tente pular etapas com tornozeleiras ou segurando pesos.

9 – É bom secar o suor durante a corrida: Não é o recomendado, porque poucos sabem, mas a função do suor está relacionada à manutenção do resfriamento da pele, pois é de vital importância que esta pele não esteja aquecida para que haja a perda de calor do corpo para o meio ambiente. Por isso, não se deve secar o suor, pois a sudorese (liberação de suor) é o maior mecanismo de regulação da temperatura corporal.

 (Matéria publicada na revista O2, edição nº109, maio de 2012)

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Cumpri meu objetivo. Pronto. E agora?



Com o passar do tempo e sempre com o objetivo em foco, os treinos fluem com naturalidade. O que antes era difícil, tornou-se parte da rotina, a principal meta já foi resolvida [metas do tipo: "consegui correr 3km sem interromper"; "emagreci os quilos que quis"; "completei uma maratona";  "fiz um meio Iron no tempo que pensei" - fazem parte da nossa realidade],  e agora? O que se tem pela frente? Uma nova perspectiva, um novo astral, enfim, um novo objetivo!
“Mas é que bate uma tristeza, uma moleza para ir treinar depois de ter passado pelo que passei”. É verdade, se você está se sentindo exatamente como esta frase, não fique aflito. Isso faz parte do processo da realização da meta. Depois de encarnar o verdadeiro espírito atleta determinado, após a conquista dos objetivos, é normal dar uma relaxada. Não se prive disso: relaxe…

 Descanso é sempre bom! Sem tanto exagero.

Qual o tempo necessário de descanso? Essa resposta tem na fisiologia, que poderia ser mais explicada aqui. Entretanto, esse texto não vai se prender à ela. O tempo de descanso e a ocupação dele, vai depender de pessoa para pessoa e da forma como ela encarou o desafio. Existem pessoas que assim que cumprem um objetivo, já almejam outro e têm uma incrível capacidade de se manter motivado! Também existem pessoas que chutam o pau da barraca e metem o pé na jaca sem pudor nenhum, com uma contagiante energia para festejar!
A euforia de completar um objetivo tem diversas formas de serem expressadas. E até nomes são dados à elas: depressão pós-Iron/maratona/meia/meio Iron [caracterizada pelo enfado geral causado após a conclusão da prova], ‘bichinho’ da corrida [o sintoma principal é a pessoa pensar tanto em correr que só fala, come, dorme, ouve, lê sobre corrida], semana do lixo [é quando a pessoa se dá o direito de fazer tudo, menos treinar], entre outras denominações simpáticas.

Mas, e agora? Como manter a motivação? Como escolher um novo objetivo? E se eu não quiser mais fazer essa prova? Calma, calma. Tudo tem jeito. Se estiver com dificuldade em algum desses pontos e não está sabendo lidar, que tal uma ajuda do professor? Não omita as suas sensações.
 Continue em atividade. Vale a pena!

Escolher o novo objetivo
“Já consegui emagrecer o que eu queria”. Pronto, agora que os quilos foram embora, tente ver a prática do treino como um esporte de fato e não mais uma pílula emagrecedora de efeito [quase] instantâneo. Lembre que a atividade física traz mais benefícios ainda numa verdadeira cascata de bem estar e saúde. Você pode se ater à performance, por exemplo: melhorar o tempo em algum percurso. Pode também melhorar a técnica. Tem a força também e a flexibilidade… e tem também… quer saber? Tem tanta coisa além de emagrecer! Praticar esportes é uma das melhores alternativas para uma vida mais positiva.
“Eu fiz um [ou mais] Ironman, não tenho mais o quê e nem quero fazer mais os treinos”. Opa! Na verdade, você deve estar com as distâncias ainda na cabeça e com o tempo que o treino demanda no dia e no ano. Talvez, seja possível manter a motivação diminuindo a distância do seu objetivo. Você também não tem obrigação em manter a mesma performance desses tempos de Iron. Portanto, procurar um ou dois meio Ironman pode ser revigorante. Mas, se o problema está na “tricotomia” natação-bicicleta-corrida, você pode eliminar uma ou duas dessas atividades. A vantagem do triatleta é essa, ele praticamente está pronto! Uma maratona, uma meia, uma corrida de 5km! Uma prova de mountain bike, de contrarrelógio, de ciclismo! Uma maratona aquática, uma competição de natação! Duathlons, aquathlons… ah… também há diversas razões para continuar motivado prum triatleta! E lembre de praticar o esporte, como foi dito no parágrafo anterior. Lembre a razão inicial que o trouxe até aqui e não diminua as coisas daqueles tempos, a pessoa que você está analisando é você mesma.
“Eu completei a minha melhor maratona, mereço um descanso justo”. É verdade. Descansar não quer dizer se acomodar totalmente. Você sabia que mantendo o corpo em atividade, é mais fácil reconstituí-lo após o estresse vivido numa maratona? Claro que você não vai sair por aí e fazer uma centena de quilômetros para procurar motivação. Talvez você não encontre-a e fique ainda mais cansado. Se as pernas estão pesadas e a corrida vai ficando cada vez mais difícil, você pode procurar na natação ou no ciclismo uma nova oportunidade para manter o corpo em atividade e saudável. Você já pensou num triathlon? Se a resposta for sim, vai lá, invista. Agora se o seu interesse não chega nesse entusiasmo todo, você pode contar com a diminuição das distâncias nas corridas, o melhor nesses casos é ganhar força e consistência. Pode focar meio ano em corridas de 5km e 10km até investir numa nova maratona ou mesmo se especializar nessas distâncias e nem precisar fazer outra maratona.

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Manter e estabelecer objetivos na atividade física continua sendo o melhor método de se motivar. Não quer dizer que você deve encarar como metas de trabalho e obrigação. Saiba que a atividade física deverá fazer parte de sua vida, do seu cotidiano tanto quanto… trabalhar [ora essa!]. Você pode transformar isso na melhor parte do seu dia, se você não ver como uma obrigação e sim como de fato o é e será: parte de sua vida!

Esperamos ter ajudado. Tentamos a cada dia melhorar a sua vida através do esporte e atividade física, assim como tentamos estar presente nos momentos que o esporte não está tão em alta na sua vida. A mensagem principal é que temos de continuar ativos, continuar em harmonia com o nosso corpo. Não deixe o sedentarismo e a “preguiça” momentânea vencerem, isso nunca trouxe bons fluídos e resultados para a vida de ninguém.

Fonte: http://www.zonaalvoassessoria.com/dicas.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Correr ou sair correndo? Entenda a diferença

Caro amigo corredor, venho por meio deste artigo mostrar que a corrida não é simplesmente colocar um par de tênis e sair correndo como muitos pensam, existe um mar de ciências envolvidas. Vem com a gente descobrir...



Especialistas descrevem as ciências envolvidas na corrida e explicam a diferença entre correr e simplesmente “sair correndo”.

Versátil, dinâmica, desafiadora, emocionante e muitos outros adjetivos podem ser aplicados à prática de corrida. O esporte tem conquistado cada vez mais adeptos, embora nem todos os corredores procurem a orientação profissional adequada para dar início à prática da atividade física, podendo colocar a saúde em risco. Além disso, sem técnica, a pessoa não corre, mas “sai correndo”, como brincam os especialistas.

O técnico DPACE, Fabiano Pezzi, gestor da assessoria esportiva Go Runners, de Natal (RN), conta que percebe que as pessoas mais saem correndo o que correm, “pois correr com planejamento bem estabelecido requer trabalho e nem todos estão dispostos a isso”. Ele explica que, em muitos casos, o ato de sair correndo se dá pela falta de condições de investir na orientação de um profissional qualificado e a grande diferença entre correr e sair correndo se dá pela qualificação e paciência do orientador, já que “o treinamento engloba algumas variáveis que poucos se aprofundam: análise do movimento, fortalecimento muscular, métodos de treino de corrida, flexibilidade e o principal no meu cotidiano, a psicologia”.


Correr não é sair correndo


Luiz Fernando Bernardi é técnico responsável pela assessoria esportiva Find Yourself e também do Palmeiras, ambos na capital paulista, e conta que atualmente há cinco milhões de pessoas praticando a corrida no Brasil. Muita gente se sente apta a correr e pensa que é autossuficiente para praticar a atividade física e, por isso, “saem correndo”. “Correr significa buscar um hobby ou uma atividade física orientada. Sair correndo é não ter orientação”, explica. Ele conta ainda que as pessoas saem correndo atrás de ônibus ou fugindo de cão bravo, porque pra ter objetivo, precisa de critério e orientação. Por ser algo natural do ser humano, as pessoas muitas vezes esquecem que é preciso aprender a correr corretamente, com equilíbrio, postura e respiração adequadas, coisa que apenas um profissional habilitado é capaz de ensinar.

Christiano Marques é treinador DPACE e sócio-proprietário da Markes Running+ e diz que as pessoas estão mais preocupadas em se cuidar e correr da forma correta, mas o “sair correndo” ainda está à frente do “correr”. “É preciso saber que existe uma técnica envolvida, posicionamento da postura em geral, respiração, mas é importante destacar que uma pessoa que colocou um short, preparou a playlist e até mesmo o frequencímetro e não se preocupou em fazer um aquecimento, se preparar para aquele treino ou prova, também vai sair correndo e não correr”, salienta.

Pezzi conta que solicita três cuidados iniciais aos seus clientes: respiração sob controle, variável que um relógio frequencímetro pode auxiliar, olhos pra frente ao invés de para o chão e braços ao lado do corpo e não cruzado sobre o tronco. “A partir destes, e não distantes ou menos importantes, obviamente é que me preocuparei com joelhos e tornozelos. Se a pessoa perceber esses três itens, pode mensurar se está correndo ou se sai correndo.”

É científico


São muitas as ciências envolvidas num treinamento de corrida. Podemos citar:

- Treinamento desportivo: que são os princípios para a aplicação de um treinamento para o aluno;

- Fisiologia do exercício: para entender o organismo do praticante e as respostas que ela vai ter com a atividade física;

- Ciência do esporte: como a corrida se desenvolveu e seus benefícios;

- Marketing esportivo: pro profissional poder divulgar o seu trabalho e o resultado dos seus alunos;

- Biomecânica e cinesiologia;

- Psicologia, entre outras.


“Lidar diariamente com os desejos e sonhos, muitas vezes fora do real e do seguro, requer muito da percepção do profissional em relação ao comportamento dos clientes. O profissional deve ser o ‘eco’ do cliente de forma a preservá-lo das lesões e, ao mesmo tempo, não desanimá-lo com as ‘privações’. Não é fácil, mas é desafiador”, explica Pezzi. Bernardi concorda e destaca que o aluno leva para a prática os seus sentimentos: “só de olhar ele correndo a gente sabe se está feliz ou não, se é brincalhão, competitivo. O que a gente passa acaba refletindo no exercício”.

Fonte: Portal da Educação Física.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Porque amar a corrida? Parte I.


Queridos corredores, seguem algumas das milhares de dicas para se amar a corrida.

Como se você precisasse de outra desculpa pra se animar...

 


segunda-feira, 29 de julho de 2013

Como respirar ao correr



Respirar através de seus ouvidos. Isso é o lendário corredor treinador Arthur Lydiard uma vez respondeu quando questionado sobre como os corredores devem respirar. "Respirar pela boca. Respire pelo nariz. Sugar o ar através de seus ouvidos, se puder", disse ele. 

Há um monte de opiniões sobre se você deve respirar pelo nariz ou pela boca durante a execução, mas a maioria dos especialistas cair em linha com o pensamento de Lydiard que deveria ser uma combinação dos dois. O motivo? Simplificando, o seu corpo funciona com oxigênio, e mais oxigênio que você pode dar, melhor funcionará. 

Dr. Denis Boucher, que administra um laboratório de fisiologia do exercício, em Quebec, explica,
Respirar é uma resposta à execução intensidade. Se você está fora do ar é porque você está executando na zona de intensidade grave. Quando você alcança o nível de intensidade grave, lactato sanguíneo se acumula no seu corpo e você deve respirar muito mais rápido para eliminar o dióxido de carbono. A este nível, a corrida vai levar à exaustão. 
Com a prática, você pode manter um padrão de respiração que lhe permite tomar uma quantidade máxima de oxigênio e exalar todo o seu dióxido de carbono. Você vai ser capaz de correr mais e mais rápido e desfrutar da experiência.