Corra para se divertir

Corra para se divertir

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Meias de compressão, será que elas funcionam?


A primeira vista, elas parecem um tendência de moda esportiva, estilo retrô. Mas uma olhada mais de perto, revela que estas meias que vão até quase os joelhos e são utilizadas por alguns corredores de longa distância, são bem mais que uma tendência de moda.
São as chamadas MEIAS DE COMPRESSÃO – elas possuem um caimento justo e confortável, sobre a região da panturrilha (algumas podem ser justas desde o calcanhar), e que tem o objetivo de aumentar a entrega de oxigênio aos músculos, acelerando a remoção do ácido lático e estabilizando a musculatura para aumentar sua eficiência.
Mas será que elas funcionam? As meias de compressão, tem sido amplamente aceitas em casos clínicos e pós- cirurgícos no tratamento de edemas, edemas linfáticos, flebite, varizes e trombose linfática profunda. A maioria das teorias sobre como as meias de compressão podem melhorar o desempenho dos corredores, focam no suporte fisiológico e biomecânico que elas podem dar aos membros inferiores.
A razão principal para usar meias de compressão em uma corrida, é que elas podem aumentar o retorno venoso para o coração através de um impulso criado por uma ação muscular da panturrilha mais eficiente, ocasionando um aumento da capacidade de resistência do atleta. Este é o motivo porque os músculos são mantidos mais compactos, fazendo com que o equilíbrio e propriocepção sejam melhorados e fadiga muscular minimizada.
No entanto, um estudo apresentado em 2007 no encontro anual do American College of Sports Medicine, em New Orleans, mostrou que não houve estatísticamente uma diferença significativa no consumo máximo de oxigênio, frequência cardíaca ou ventilação entre os corredores que vestiam as meias de compressão, e os que não vestiam. De acordo com o estudo, realizado na Stellenbosch University da África do Sul, as pesquisas mostraram no entanto, que o índice de recuperação do lactato após o exercício, foi mais rápida quando os atletas vestiam a meia de compressão, sugerindo que as meias são muito úteis para acelerar a recuperação após treinos e corridas desgastantes.
Então, a moral da história é: Você pode usa-las durante a corrida se lhe agradar, mas utilize sempre após as atividades desgastantes para uma recuperação mais rápida. 

terça-feira, 10 de julho de 2012

O que comer antes, durante e após a corrida?


Uma alimentaçăo adequada nos períodos que antecedem a corrida, durante e após, tem como objetivo combater os fatores que podem causar a fadiga, prejudicando o desempenho durante a atividade. Deste modo, devemos adotar estratégias especiais.

ALIMENTAÇĂO PRÉ CORRIDA:
É importante que seja feita uma alimentaçăo rica em carboidratos de 2 a 4 horas antes da corrida. A escolha do tipo de carboidrato é essencial. Os carboidratos simples (doces, bolos, sobremesas, alimentos ricos em açúcar) de alto índice glicęmico, săo prejudiciais nessa fase, pois fazem com que o corpo diminua a utilizaçăo da gordura corporal como fonte de energia e utilize mais o glicogęnio muscular (reserva de energia no músculo), levando ŕ fadiga mais rápido. Desta forma, antes do exercício, o ideal é o consumo de carboidratos complexos (frutas como maçă, pęra, banana, păo, torradas, sucos sem açúcar, cuscuz, biscoitos salgados, macarrăo, batata doce, macaxeira) de baixo a médio índice glicęmico. Esta alimentaçăo deve ser também moderada em proteínas (como carnes, ovos, queijos brancos, peito de peru e leguminosas), pobre em gorduras (frituras, queijos amarelos e manteiga), e pobre em fibras insolúveis, como cereais integrais, gergelim e semente de linhaça. Estes săo alimentos de demorada digestăo, o que vai desviar parte do fluxo sanguíneo dos músculos para o estomago e retardar o esvaziamento do estomago, também precipitando a fadiga e causando desconforto gástrico. 

ALIMENTAÇĂO DURANTE A CORRIDA:
Durante a corrida, as bebidas e os suplementos em forma de gel são os mais adequados, já que é uma hora difícil para mastigar algum alimento. A hidratação é extremamente importante para se evitar a fadiga. Se for uma corrida com até uma hora de duração, basta hidratar-se com água, em intervalos regulares de 15 a 20 minutos. Para corridas mais longas, passa a ser necessário o uso de bebidas isotônicas, para repor os sais minerais perdidos no suor e fornecer glicose para os músculos em exercício. Nesse estágio, pode-se também fazer uso também de gel de carboidratos junto com a água. A recomendaçăo para a reposiçăo de carboidratos durante o exercício é de 40 a 60g/hora, dependendo de cada atleta. O planejamento prévio do esquema de suplementação é fundamental para o sucesso na reposiçăo e também para evitar inconvenientes. 

ALIMENTAÇĂO PÓS CORRIDA:
Ao término da corrida, os níveis de glicogênio do músculo foram reduzidos, por isso é necessário repor estas reservas o mais rápido possível. O ideal é que seja feito este abastecimento no máximo 1 hora após a corrida, ingerindo carboidratos simples, com alto índice glicêmico, pois são de rápida absorção como: Sucos de frutas, Paes, cereais com frutas e mel, massas em geral, batatas, chocolate, gelatina. O consumo de proteínas também deve acontecer nesta primeira refeição, pois acelera a recuperação muscular. Além desta primeira refeição, pequenos lanches com intervalos de duas horas entre eles combinando carboidratos simples com proteínas farão com que as reservas de glicogênio no músculo sejam mais rapidamente recuperadas.

Bibliografia:
Maughan. J.Ronald, Nutriçăo esportiva, editora Artmed,2004.

Por: Fabiana Fontes
       Danielle Lodetti de Jesus 

domingo, 10 de junho de 2012

Dia de descanso

Saiba pegar leve para depois treinar pesado



Anos de pesquisas provam ser falsa a noção de que um dia sem treinar destrói o condicionamento — na verdade, acontece justamente o contrário. Um pouco de destreino (a perda de condicionamento e desempenho que acontece quando você para de treinar) só acontece depois de duas semanas parado. Entretanto, se o descanso acontece após as sessões pesadas de treino, ele permite que seu corpo se adapte ao esforço, fortalecendo-se. 
Um dia de folga a cada 14 dias repõe os estoques de glicogênio, constrói força e reduz a fadiga. E, considerando que a maioria das lesões é causada por excesso de treino, para não ser forçado a ficar de molho por três a quatro semanas (por causa de uma síndrome isquiotibial, por exemplo), aproveite para passar um dia descansando, fazendo cross training ou trotando por alguns quilômetros.
Aquelas corridas leves de recuperação não devem ser confundidas com a quilometragem base que você intercala com os treinos difíceis. Ela é essencial para fortalecer os músculos, acumular resistência e queimar gordura. O segredo é manter um ritmo conservador: utilize a tabela abaixo para se orientar.
 

terça-feira, 1 de maio de 2012

Existe um jeito certo de correr?



Correr feio não quer dizer necessariamente errado nem pouco eficiente. Mas ao se corrigir algumas posturas que prejudicam a eficiência na corrida, os ganhos aparecem naturalmente.
Observando os grandes atletas, campeões em suas respectivas modalidades, percebemos que seus movimentos corporais se realizam de um modo suave, preciso e determinado. Por mais que a fadiga os alcance, ainda assim parecem dominar o ritmo do seu corpo, a postura adequada para o desfecho de sua ação motora, seja ela um chute certeiro em direção ao gol, o arremesso da linha dos três pontos no basquete ou a cortada decisiva em um jogo de voleibol.
Os corredores de fundo, como em qualquer outra modalidade esportiva, também apresentam movimentos corporais suaves, precisos e determinados. Cabeça, tronco, braços, quadril, pés - todos alinhados, trabalhando em conjunto, que nos dá a sensação de estarem em perfeita harmonia com a natureza. A leveza e precisão dos seus gestos se impõem ante a dor, a fadiga, o adversário mais difícil, o percurso mais desafiador ou o clima menos favorável.
Mas esta decantada perfeição do conjunto gestual dos grandes campeões é resultado da longa aprendizagem que se realiza durante o processo do treinamento esportivo ou se trata de algum estilo pessoal, ou seja, um jeito próprio de fazer, que confere a quem faz uma distinção capaz de lhe valer as honras da vitória?
Há milhares de anos, nossos antepassados, no impulso da sobrevivência, descobriram modos mais fáceis para executar as tarefas do cotidiano. A roda e a alavanca são exemplos disso. A esse conjunto inacabável dos modos de fazer do cotidiano chamamos técnica, isto é, o conhecimento prático destinado a solucionar as questões que envolvem o trabalho e a própria sobrevivência do ser humano no mundo natural.
TÉCNICA É FUNDAMENTAL. Nos esportes, a técnica é um elemento considerado fundamental para o desenvolvimento e aperfeiçoamento do atleta. Juntamente com o preparo físico, tático e psicológico, a técnica é um dos fatores determinantes do sucesso esportivo, em qualquer modalidade. A técnica esportiva, portanto, traduz o jeito de fazer do atleta, é o movimento considerado melhor, mais eficiente, mais seguro e harmonioso. Ela representa, enfim, a leveza e a precisão do movimento humano, a perfeição de um gesto corporal específico.
ESTILO DE CADA UM. Dessa forma, existe algo que escapa à objetivação da técnica, que foge ao enquadramento cultural que a técnica nos impõe, que supera o controle do padrão de qualidade proporcionado pela técnica. Este algo é o estilo, ou seja, aquilo que se faz de um jeito todo próprio, característico de alguém. O estilo, portanto, é pessoal, único, diferente, pode ou não chamar a atenção, pode ser melhor, pior ou nenhum deles. Ao contrário da técnica, que procura moldar, formar, transformar tudo em um, uma coisa idêntica, uma produção em série. Todos fazendo tudo do mesmo jeito - eis a técnica! Um que faz o mesmo que todos, mas de um jeito diferente - eis o estilo!
Se a técnica não reina absoluta, tampouco os estilos pessoais dominam o império do esporte. Nem tanto ao mar, nem tanto a terra, já dizia o poeta. O grande corredor é aquele que consegue, sabiamente, ajustar a técnica ao seu estilo. A técnica não é tudo, mas o estilo pode ser prejudicial. Há indivíduos cujo estilo é tão conflitante com o padrão técnico que se torna algo quase impossível ou improvável para a promoção de uma mudança qualitativa. Não há treino que dê jeito, não há exercício capaz de conciliar técnica e estilo. Mas isso não significa que eles não devem correr. Sim, devem e podem correr, ao seu jeito, no seu ritmo, com os movimentos que lhes são particulares. E não importa se vão vencer ou bater recordes: importa que corram, que participem como todos os demais, sem exceção.
A BOA FORMA TÉCNICA. É observando os grandes campeões, portanto, que podemos perceber alguns elementos que vamos denominar como "padrão técnico comum", ou seja, aqueles sinais exteriores que nos possam indicar quais os "defeitos básicos" podem ser passíveis de correção e, deste modo, submetidos ao aprendizado técnico. Assim, de um modo geral, os corredores apresentam uma técnica de corrida que, apesar da diferença de estilos, é comum a todos.
Os elementos que fazem parte do "padrão técnico comum" dos corredores de fundo integram o gesto específico característico da corrida de longa distância. Partindo da observação de um corredor em ação, distinguimos os seguintes pontos críticos do gestual técnico da corrida:

1) ombros e pescoço: devem estar relaxados, sem sinal algum de tensão;
2) braços e mãos: cotovelos semi-flexionados, braços e mãos relaxadas; os braços não devem cruzar à frente do tronco;
3) tronco e quadril: não devem apresentar oscilações excessivas;
4) pés: sempre apontados para frente, na direção da corrida.
A análise dos pontos críticos nos mostra que:
a) tensões musculares desnecessárias (como pescoço, ombros, braços e maxilar rígidos, mãos cerradas);
b) oscilações excessivas (que denota um desequilíbrio corporal - o corredor faz o movimento para fora do seu centro de gravidade; isto pode ser observado facilmente, ao correr sobre uma linha reta, onde os pés não devem cruzar e nem se afastar para fora da linha);
c) extremidades apontadas para outras direções (como mãos e braços cruzando à frente do tronco e os pés na posição "dez para as duas") - podem ser prejudiciais ao melhor rendimento possível.
Tais detalhes podem não corresponder ao estilo pessoal, porém serem indicativos de uma má postura atlética decorrente de músculos enfraquecidos (principalmente glúteos, os posteriores da coxa, dorsais e abdominais). Um reforço muscular pode ser suficiente para corrigir esses desvios relativos ao "padrão técnico comum" e deixar o corredor em boa forma técnica.